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Por que a técnica da biópsia importa para a Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs depende de duas informações que a biópsia fornece ou compromete: o diagnóstico histológico com subtipo, que define a indicação e o planejamento, e a localização precisa do tumor residual, que define onde a primeira camada será retirada. Uma biópsia bem feita entrega as duas. Uma biópsia inadequada pode subestimar o subtipo (o shave superficial que mostra CBC nodular em uma lesão com componente infiltrativo profundo), apagar o sítio (a excisão completa seguida de sutura em uma área com múltiplas cicatrizes e ceratoses) ou impedir a avaliação de profundidade (o fragmento que não inclui derme reticular em um CEC).
Este artigo complementa o fluxo descrito em Como encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs e os critérios de indicação em Quando encaminhar para cirurgia de Mohs, e trata especificamente da etapa diagnóstica.
Shave, punch, incisional ou excisional: qual escolher
Cada técnica tem indicações e limitações que se tornam mais relevantes quando a lesão está em área H ou M dos critérios de uso apropriado.
| Técnica | Como é feita | Vantagens | Limitações | Uso pré-Mohs |
|---|---|---|---|---|
| Shave (tangencial) | Lâmina ou bisturi paralelo à pele, removendo epiderme e derme superficial; variante "saucerização" atinge derme média | Rápida, sem sutura, boa amostra da epiderme e derme papilar, cicatriz discreta | Pode não alcançar componente profundo; subestima subtipo infiltrativo e profundidade do CEC; não avalia base | Adequado para CBC nodular e superficial clinicamente evidentes, se profundo o suficiente; preferir saucerização |
| Punch | Cilindro de 3 a 4 mm até o subcutâneo, no ponto mais espesso ou mais suspeito da lesão | Amostra de espessura total, permite avaliar profundidade, invasão perineural e subtipo profundo | Amostra pequena de lesões heterogêneas; risco de não representar o subtipo mais agressivo se mal posicionado | Técnica de escolha para lesões em área H, lesões induradas, CEC e suspeita de subtipo agressivo; deixa a lesão visível |
| Incisional | Fragmento em cunha com bisturi, incluindo borda da lesão e pele adjacente, até o subcutâneo | Amostra maior e orientada, ideal para tumores grandes ou com áreas distintas | Requer sutura; distorce menos que a excisional | Útil em lesões grandes, ulceradas ou com suspeita de tumor raro (DFSP, carcinoma anexial microcístico) |
| Excisional | Remoção completa da lesão com margem, seguida de fechamento | Diagnóstico e tratamento em um tempo para lesões de baixo risco em área L | Elimina o sítio, distorce o campo com cicatriz e retalho, dificulta o mapeamento; margens em cortes seriados (~1% da superfície) | Evitar em área H e M quando houver possibilidade de Mohs; aceitável em lesão pequena de área L e em lesões melanocíticas com suspeita de melanoma invasivo |
Para lesões melanocíticas com suspeita de melanoma, as diretrizes recomendam biópsia excisional com margem estreita (1 a 3 mm) para estadiamento pelo Breslow. A exceção é o lentigo maligno extenso na face, em que biópsias parciais múltiplas (punch ou shave amplo) são aceitas para confirmação antes do planejamento da Mohs com imuno-histoquímica ou da slow Mohs. Esse tema está desenvolvido em Margens cirúrgicas e controle histológico.
Por que evitar a excisão completa antes da Mohs
A excisão completa com intenção diagnóstica, seguida de fechamento, cria três problemas concretos para uma eventual cirurgia micrográfica.
Perda do sítio. Após semanas, a cicatriz de uma excisão na face pode ser indistinguível de outras cicatrizes, de ceratoses actínicas e de áreas de dano actínico. Se as margens vierem comprometidas, o cirurgião de Mohs precisa localizar o tumor residual em um campo alterado, sem lesão visível. A fotografia com régua e a descrição anatômica precisa reduzem o problema, mas não o eliminam. Estudos com re-excisão de cicatrizes de CBC com margem comprometida mostram tumor residual em cerca de um terço a metade dos casos, o que significa que a metade restante é reoperada sem necessidade, ou que o cirurgião reopera uma área que não contém o tumor.
Distorção do mapeamento. Se a excisão foi fechada com retalho, o tecido que estava adjacente ao tumor foi movido. O tumor residual pode estar sob a base do retalho, ao longo do plano de descolamento ou na área doadora, em vez de na cicatriz. A Mohs de um campo com retalho exige remover a cicatriz inteira e frequentemente parte do retalho, com defeito maior do que o tumor original justificaria.
Perda de tecido em área crítica. A excisão diagnóstica leva margem de pele saudável que, na Mohs, seria preservada. Em nariz, pálpebra, lábio e orelha, essa diferença determina o tipo de reconstrução.
O cenário oposto, uma excisão completa com margens livres em cortes seriados, também tem limitação: as margens negativas em amostragem de 0,1% a 1% da superfície não excluem extensão subclínica em subtipos infiltrativos, e o seguimento deve ser mantido. As evidências comparativas estão em Mohs versus excisão convencional.
Quando a excisão é razoável: CBC nodular ou superficial primário, menor que 1 cm, em tronco ou extremidades (área L), em paciente imunocompetente. Nesse cenário a excisão com margem de 4 mm é tratamento adequado e a Mohs não é apropriada pelos AUC.
Imagem · para-medicos-biopsia-pre-mohs-01 · Comparação esquemática entre uma lesão na asa nasal com biópsia por punch central, lesão ainda visível, e a mesma região após excisão fechada com retalho, sem marco visível do tumor original
alt: “Biópsia de carcinoma basocelular: punch preserva o sítio; excisão com retalho apaga a localização” · 1600 px de largura · para-medicos-biopsia-pre-mohs-01-biopsia-de-carcinoma-basocelular-punch-preserva-o-sitio-exci.webp
Onde biopsiar dentro da lesão
O ponto da biópsia determina o que o patologista verá. Em lesões heterogêneas, o objetivo é amostrar a área mais provável de conter o subtipo mais agressivo ou a maior profundidade.
- CBC: biopsiar a área mais indurada, a borda infiltrada ou a área esclerótica esbranquiçada, não o centro ulcerado ou a porção nodular exofítica. O componente infiltrativo ou morfeiforme costuma estar na periferia palpável, não no nódulo evidente.
- CEC: biopsiar a área mais espessa e infiltrada, incluindo a base, para permitir medida de profundidade e avaliação de invasão perineural. Evitar a crosta ou o material queratótico superficial.
- Lesão recidivada em cicatriz: biopsiar a área de espessamento, nódulo ou alteração de cor, com punch profundo, porque o tumor recidivado é frequentemente subcicatricial.
- Lesão ulcerada extensa: uma ou duas amostras da borda em atividade, não do leito da úlcera.
A dermatoscopia antes da biópsia orienta o ponto: áreas com vasos arboriformes grossos e ninhos ovoides no CBC, e áreas com vasos em grampo e áreas brancas no CEC, indicam maior densidade tumoral.
Marcação, fotografia e documentação do sítio
A documentação do sítio no momento da biópsia é a medida de maior impacto e menor custo para viabilizar a Mohs. O padrão mínimo inclui:
- Fotografia clínica antes da biópsia, com a lesão em foco e uma régua ou fita métrica descartável ao lado, mostrando o diâmetro em milímetros. Uma foto aproximada e uma foto de enquadramento mais amplo que inclua um marco anatômico (canto do olho, asa nasal, hélice, comissura).
- Fotografia após a biópsia, mostrando o defeito, quando a lesão for pequena e a biópsia puder removê-la quase totalmente.
- Descrição anatômica precisa no pedido e no prontuário: "asa nasal esquerda, 4 mm acima do sulco alar, 6 mm lateral à columela", em vez de "nariz".
- Diagrama simples, quando a foto não for possível.
- Distância de marcos fixos, medida com régua, para lesões em regiões sem referências (couro cabeludo, dorso, membro).
A foto pré-biópsia com régua deve acompanhar o paciente no encaminhamento. Ela resolve a dúvida de localização em pacientes com múltiplas cicatrizes e é particularmente valiosa em pacientes que viajam de outro estado, cujo tumor pode ter sido biopsiado semanas antes da consulta em Fortaleza.
Orientação da amostra e envio ao laboratório
Para biópsias incisionais e excisionais, a orientação da peça permite ao patologista informar em qual margem há tumor. Marca-se um ponto de referência com fio de sutura (por exemplo, fio longo às 12 horas, fio curto às 3 horas) e descreve-se a convenção no pedido. Para punch e shave, a orientação raramente é necessária, mas o fragmento deve ser colocado imediatamente em formol tamponado a 10%, em volume de pelo menos dez vezes o da amostra, com identificação do paciente e do sítio no frasco. Fragmentos de shave muito finos devem ser colocados sobre papel-filtro antes da fixação para evitar enrolamento, que prejudica a orientação dos cortes.
Quando há mais de uma lesão biopsiada, cada fragmento vai em frasco separado, identificado por sítio. Amostras de lesões diferentes no mesmo frasco inviabilizam a correlação e são causa frequente de necessidade de nova biópsia.
Pedido de histopatológico: o que solicitar explicitamente
O laudo que chega ao cirurgião de Mohs deve conter informações que o patologista só descreve com consistência quando são solicitadas. O pedido deve trazer os dados clínicos e a solicitação expressa dos seguintes itens.
| Item do laudo | Por que importa para a Mohs |
|---|---|
| Diagnóstico (CBC, CEC, CEC in situ, outro) | Define a indicação |
| Subtipo histológico do CBC (nodular, superficial, micronodular, infiltrativo, morfeiforme/esclerodermiforme, basoescamoso, misto) | Subtipos agressivos são critério de Mohs em qualquer área; subtipos mistos devem ser descritos com o componente mais agressivo |
| Grau de diferenciação do CEC (bem, moderadamente, pouco diferenciado) | Pouco diferenciado é fator de alto risco |
| Profundidade e nível de invasão (espessura em mm quando mensurável; extensão à derme reticular, subcutâneo, fáscia, músculo, cartilagem, osso) | Espessura > 2 mm e invasão além do subcutâneo elevam o estádio (AJCC 8, BWH) |
| Invasão perineural e calibre do nervo acometido | Critério de alto risco, indica imagem e co-manejo com radioterapia; nervo ≥ 0,1 mm tem peso prognóstico |
| Invasão linfovascular | Fator de alto risco no CEC |
| Padrão de crescimento (expansivo vs infiltrativo; presença de estroma desmoplásico) | Infiltrativo e desmoplásico associam-se a extensão subclínica |
| Presença de ulceração | Relevante para estadiamento e planejamento |
| Margens (somente em excisional; informar quais estão comprometidas se a peça foi orientada) | Define a área a reoperar |
| Representatividade da amostra (se a base está incluída, se o fragmento é superficial) | Alerta para subestimativa do subtipo e da profundidade |
Dados clínicos que devem constar no pedido: idade, sítio anatômico preciso, tamanho da lesão, tempo de evolução, tratamento prévio no local (cirurgia, radioterapia, crioterapia, tópicos), imunossupressão, hipótese diagnóstica e a informação de que o paciente poderá ser encaminhado para cirurgia de Mohs. Essa última frase costuma mudar a extensão da descrição.
Comunicação com o patologista
O patologista que recebe um fragmento de 3 mm com pedido de "lesão de pele, exame anatomopatológico" descreve o que vê; o que recebe um pedido com hipótese, sítio e a informação de que o subtipo definirá a conduta cirúrgica tende a examinar níveis adicionais e detalhar o padrão de crescimento. Quando o laudo chega sem subtipo, sem profundidade ou com expressão genérica ("carcinoma basocelular"), é legítimo e produtivo ligar para o laboratório e solicitar complementação: o bloco de parafina permanece disponível e novos cortes ou colorações podem ser feitos sem nova biópsia.
O mesmo vale para discordância entre clínica e histologia, por exemplo, uma lesão indurada e mal delimitada cujo laudo descreve CBC nodular puro. Nesse caso, a solicitação de níveis adicionais ou a revisão por um segundo patologista com experiência em dermatopatologia é preferível a uma nova biópsia e frequentemente revela componente infiltrativo.
Para pacientes encaminhados, o cirurgião de Mohs pode solicitar o empréstimo das lâminas e do bloco para revisão. As lâminas pertencem ao paciente e são liberadas pelo laboratório mediante termo.
Imagem · para-medicos-biopsia-pre-mohs-02 · Pedido de exame histopatológico preenchido com sítio anatômico, tamanho, hipótese diagnóstica e itens solicitados, ao lado de um frasco de formol identificado
alt: “Pedido de histopatológico completo para biópsia de carcinoma basocelular” · 1600 px de largura · para-medicos-biopsia-pre-mohs-02-pedido-de-histopatologico-completo-para-biopsia-de-carcinoma.webp
Imuno-histoquímica: quando pedir e para quê
A imuno-histoquímica raramente é necessária para CBC e CEC convencionais, mas tem papel definido em situações específicas.
- Diferenciação entre CBC e CEC basaloide ou carcinoma basoescamoso: Ber-EP4 (positivo no CBC), EMA e CK5/6 auxiliam.
- Suspeita de tumor anexial: carcinoma anexial microcístico, carcinoma sebáceo (adipofilina, EMA, andrógeno) e outros tumores que mimetizam CBC infiltrativo e exigem Mohs com planejamento diferente. Detalhes em Dermatofibrossarcoma protuberans e outros tumores raros com indicação de cirurgia de Mohs.
- DFSP versus dermatofibroma: CD34 positivo e fator XIIIa negativo favorecem DFSP.
- Lesões melanocíticas: MART-1/Melan-A, SOX10, HMB-45 e PRAME auxiliam na distinção entre lentigo maligno e hiperplasia melanocítica actínica, e são a base da Mohs para melanoma in situ.
- CEC desmoplásico ou fusocelular versus outros tumores fusocelulares (fibroxantoma atípico, melanoma desmoplásico, leiomiossarcoma): painel com citoqueratinas, p63, S100, SOX10, desmina.
- Invasão perineural duvidosa: S100 ou PGP 9.5 destacam o nervo.
A solicitação pode ser feita a partir do bloco original, sem nova biópsia. Quando o cirurgião de Mohs identifica a necessidade, ele mesmo solicita ao laboratório de origem ou ao patologista de referência.
Erros frequentes e como evitá-los
A tabela reúne os problemas mais comuns encontrados em laudos e biópsias de pacientes encaminhados e a medida preventiva correspondente.
| Erro | Consequência | Prevenção |
|---|---|---|
| Shave superficial em lesão indurada | Subtipo infiltrativo não detectado; planejamento subestimado | Punch profundo na área indurada |
| Excisão com retalho em área H | Perda do sítio; Mohs de campo com defeito ampliado | Punch ou shave; encaminhar antes de tratar |
| Sem foto ou sem régua | Sítio incerto em campo com múltiplas cicatrizes | Foto pré-biópsia com régua e marco anatômico |
| Pedido genérico | Laudo sem subtipo, profundidade ou perineural | Pedido com hipótese, sítio e itens solicitados |
| Fragmentos de sítios diferentes no mesmo frasco | Impossibilidade de correlação | Um frasco por sítio |
| Biópsia do centro ulcerado ou da crosta | Amostra necrótica ou não representativa | Biopsiar a borda ativa e a área mais infiltrada |
| Curetagem ou eletrocoagulação "diagnóstica" | Fragmentos sem orientação; destruição do sítio; tumor residual em cicatriz | Não tratar antes de definir a indicação |
| Tratamento tópico antes do diagnóstico | Mascaramento da lesão, atraso | Biópsia primeiro |
Fluxo prático sugerido
Para o médico que suspeita de CBC ou CEC em área H ou M, ou de lesão com qualquer fator de risco, o fluxo é: dermatoscopia e fotografia com régua; punch de 3 a 4 mm na área mais suspeita (ou saucerização em lesão nodular evidente); frasco identificado por sítio; pedido de histopatológico com dados clínicos e itens solicitados; encaminhamento com laudo, foto e lista de medicamentos assim que o resultado confirmar o diagnóstico, sem tratamento intermediário. O cirurgião de Mohs retorna com relatório cirúrgico e laudo da peça. Os critérios de alto risco estão em Carcinoma basocelular de alto risco e Carcinoma espinocelular de alto risco.
Perguntas frequentes
Shave é aceitável para biópsia de carcinoma basocelular?
Sim, quando profundo o suficiente (saucerização até derme média) e em lesão nodular ou superficial clinicamente evidente. Em lesão indurada, esclerótica, mal delimitada ou recidivada, o shave tende a subestimar o subtipo e a profundidade, e o punch é preferível.
Já fiz a excisão e as margens vieram comprometidas. E agora?
Encaminhar com laudo, relatório cirúrgico (tipo de fechamento) e fotos pré-operatórias, se existirem. A Mohs da cicatriz é possível e é a técnica de escolha para tumor residual em campo operado, mas o defeito tende a ser maior do que se a lesão original tivesse sido encaminhada. Evitar nova excisão às cegas.
Preciso pedir imuno-histoquímica na biópsia inicial?
Na maioria dos CBC e CEC, não. Ela é indicada em suspeita de tumor anexial, DFSP, lesão melanocítica, tumor fusocelular ou quando há dúvida entre CBC e CEC basaloide. O cirurgião de Mohs pode solicitá-la a partir do bloco original.
O paciente pode fazer a biópsia na cidade dele e a Mohs em Fortaleza?
Sim, e é o fluxo habitual para pacientes do interior e de outros estados. O laudo, a foto com régua e a lista de medicamentos permitem uma avaliação inicial à distância e a organização da consulta e da cirurgia em uma única viagem.
Serviços de referência para encaminhamento
Ao encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs, verifique se o serviço reúne três condições: cirurgião com formação formal na técnica, laboratório de congelação anexo à sala cirúrgica e leitura das lâminas pelo próprio cirurgião. No Nordeste, essa estrutura se concentra em poucas capitais. Fortaleza conta com cirurgiões formados em centros de referência e recebe encaminhamentos de todo o Ceará e dos estados vizinhos. O conjunto de informações que agiliza a avaliação (laudo, foto, comorbidades e medicações) está descrito em Como encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs.
Este portal é independente e não intermedeia encaminhamentos. As indicações seguem os critérios descritos em Sobre o portal Cirurgia de Mohs.
Referências
- National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Basal Cell Skin Cancer. Versão vigente.
- National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Squamous Cell Skin Cancer. Versão vigente.
- Ad Hoc Task Force; Connolly SM, et al. AAD/ACMS/ASDSA/ASMS 2012 appropriate use criteria for Mohs micrographic surgery. J Am Acad Dermatol. 2012;67(4):531-550.
- Work Group; Kim JYS, et al. Guidelines of care for the management of basal cell carcinoma. J Am Acad Dermatol. 2018;78(3):540-559.
- Work Group; Alam M, et al. Guidelines of care for the management of cutaneous squamous cell carcinoma. J Am Acad Dermatol. 2018;78(3):560-578.
- Cirurgia micrográfica de Mohs: revisão de indicações, técnica, resultados e considerações. An Bras Dermatol. 2021.
- Roozeboom MH, et al. Subtyping basal cell carcinoma by clinical diagnosis versus punch biopsy. Acta Derm Venereol. 2013;93(2):145-146.
- Russell EB, et al. Basal cell carcinoma: a comparison of shave biopsy versus punch biopsy techniques in subtype diagnosis. J Am Acad Dermatol. 1999;41(1):69-71.
