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Cirurgia de Mohs. Especialidade em Câncer de Pele.

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Dermatofibrossarcoma protuberans e outros tumores raros com indicação de cirurgia de Mohs

O dermatofibrossarcoma protuberans (DFSP), o carcinoma anexial microcístico, o carcinoma sebáceo, a doença de Paget extramamária e o fibroxantoma atípico são tumores cutâneos raros com extensão subclínica ampla e alta taxa de recidiva após excisão convencional, para os quais a cirurgia de Mohs (em congelação ou em parafina, o slow Mohs) é tratamento de primeira linha. O carcinoma de Merkel é a exceção: o papel da Mohs é limitado e a conduta é oncológica multidisciplinar.

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Revisado por médico. Conteúdo produzido pela equipe editorial Cirurgia de Mohs e revisado por médico dermatologista com formação em cirurgia micrográfica de Mohs. Este portal é independente: não realiza consultas, não agenda cirurgias e não responde dúvidas clínicas individuais.

Por que os tumores raros se beneficiam do controle completo de margens

Os tumores desta página compartilham um padrão biológico: crescimento infiltrativo, assimétrico, com projeções que se estendem por milímetros ou centímetros além da lesão clínica, ao longo de septos do subcutâneo, fáscia, nervos ou anexos. A excisão convencional com margem predefinida e amostragem histológica por cortes verticais (que examina cerca de 0,1% a 1% da superfície da margem) falha em detectar essas projeções, e as séries clássicas registram taxas de recidiva elevadas para todos eles. A avaliação de 100% da margem periférica e profunda, seja em congelação, seja em parafina, é o que reduz a recidiva e, ao mesmo tempo, limita a perda de tecido em áreas funcionalmente importantes.

Os critérios de uso apropriado da Mohs (AUC 2012) classificam DFSP, carcinoma anexial microcístico, carcinoma sebáceo, doença de Paget extramamária e fibroxantoma atípico como apropriados em todas as áreas anatômicas. As diretrizes NCCN para DFSP e para carcinoma de Merkel são convergentes. O contexto geral dos critérios está em Quando encaminhar para cirurgia de Mohs e a técnica de controle de margens em Margens cirúrgicas e controle histológico.

Dermatofibrossarcoma protuberans (DFSP)

O DFSP é um sarcoma de partes moles de baixo grau, de origem dérmica, associado na grande maioria dos casos à translocação t(17;22) com fusão COL1A1-PDGFB. Acomete adultos jovens e de meia-idade, com predomínio em tronco e raiz de membros. Clinicamente, inicia como placa endurecida, cor da pele ou violácea, de crescimento lento por anos, que evolui para nódulos multilobulados. É frequentemente confundido com queloide, cicatriz, dermatofibroma ou lipoma, o que retarda o diagnóstico.

A histologia mostra proliferação de células fusiformes monomórficas em padrão estoriforme, com infiltração do subcutâneo em "favo de mel" ao longo dos septos. A imuno-histoquímica é positiva para CD34 e negativa para fator XIIIa, o que o distingue do dermatofibroma. Variantes incluem a pigmentada (tumor de Bednar), a mixoide, e a transformação fibrossarcomatosa, que confere maior risco de metástase.

A característica cirúrgica central do DFSP é a extensão subclínica: projeções finas, tentaculares, que avançam pelo subcutâneo e pela fáscia a distâncias imprevisíveis. A excisão convencional com margens de 2 a 3 cm até a fáscia resulta em taxas de recidiva historicamente na faixa de 10% a 50% nas séries mais antigas; com Mohs, as séries publicadas relatam recidiva na faixa de 0% a 3% em seguimento prolongado. Por isso a NCCN indica a Mohs ou a excisão com avaliação completa das margens periféricas e profundas como abordagem preferencial.

Na prática, o DFSP costuma ser operado com Mohs em congelação com imuno-histoquímica para CD34 nas lâminas, ou com slow Mohs (Mohs em parafina), em que as camadas são processadas com inclusão em parafina e leitura em 24 a 48 horas por camada, e o defeito é mantido com curativo entre os tempos. O slow Mohs oferece morfologia superior para distinguir células tumorais de fibroblastos reativos em tecido cicatricial. A reconstrução, frequentemente com retalhos ou enxertos amplos, é planejada após a última leitura. Detalhes em Reconstrução após Mohs.

O imatinibe, inibidor de tirosina quinase que bloqueia o PDGFR, tem papel no DFSP irressecável, metastático ou como neoadjuvante para reduzir tumores volumosos antes da cirurgia, com respostas descritas na literatura em tumores com a translocação. Radioterapia adjuvante é considerada quando as margens permanecem positivas e a reexcisão não é viável.

Carcinoma anexial microcístico

O carcinoma anexial microcístico (CAM) é um carcinoma anexial de baixo grau com diferenciação ductal e folicular, localmente agressivo, que acomete principalmente a face central, sobretudo o lábio superior e a região periorbitária, em adultos de meia-idade. Apresenta-se como placa ou nódulo endurecido, cor da pele ou amarelado, de crescimento lento, frequentemente com parestesia ou dormência pela invasão perineural, que é sua marca histológica.

O diagnóstico é histológico e exige biópsia profunda, porque a porção superficial (cistos córneos e cordões) mimetiza siringoma, tricoepitelioma ou carcinoma basocelular esclerodermiforme, e a infiltração profunda (cordões em derme reticular, subcutâneo, músculo e perineuro) só é vista em espécimes adequados. Biópsias superficiais por shave subestimam o diagnóstico com frequência.

A extensão subclínica é extensa, com médias de margem necessária várias vezes maiores que a estimativa clínica, e a excisão convencional apresenta taxas de recidiva elevadas nas séries publicadas, enquanto a Mohs reduz substancialmente a recidiva. Metástase é excepcional. A Mohs é o tratamento de escolha; a radioterapia é opção adjuvante ou para pacientes não candidatos à cirurgia, com respostas variáveis.

Carcinoma sebáceo e síndrome de Muir-Torre

O carcinoma sebáceo é um carcinoma anexial agressivo com diferenciação sebácea. A forma periocular, originada nas glândulas de Meibomius e de Zeis, representa a maioria dos casos e se apresenta como nódulo palpebral amarelado que simula calázio recorrente ou blefarite crônica unilateral, com perda de cílios e espessamento da margem palpebral. A forma extraocular acomete cabeça e pescoço. É o carcinoma palpebral com maior potencial de metástase regional e à distância entre os tumores comuns da região.

Uma característica que muda a abordagem cirúrgica é a disseminação pagetoide intraepitelial: células tumorais que se espalham pela conjuntiva e pela epiderme a distância do tumor principal, de forma descontínua ("skip lesions"). Por isso o planejamento periocular inclui biópsias de mapeamento da conjuntiva e, na Mohs, atenção especial ao componente intraepitelial. A congelação tem limitações para reconhecer com segurança a disseminação pagetoide e as lesões descontínuas, e muitos serviços empregam slow Mohs com parafina ou complementam a congelação com imuno-histoquímica (adipofilina, EMA, AR). A reconstrução palpebral é feita em co-manejo com oculoplástica.

A síndrome de Muir-Torre é uma variante da síndrome de Lynch, com mutações em genes de reparo de DNA (MSH2, MLH1, MSH6), em que neoplasias sebáceas (adenoma, sebaceoma, carcinoma) e queratoacantomas se associam a câncer colorretal, endometrial, urotelial e outros. Toda neoplasia sebácea, sobretudo extraocular, em paciente jovem ou com múltiplas lesões, deve motivar imuno-histoquímica para proteínas de reparo (MSH2, MSH6, MLH1, PMS2), anamnese familiar detalhada e encaminhamento para rastreamento oncológico e aconselhamento genético.

Doença de Paget extramamária

A doença de Paget extramamária (DPEM) é um adenocarcinoma intraepitelial que acomete pele rica em glândulas apócrinas: vulva, região perianal, escroto, pênis e axila, em pacientes idosos. Apresenta-se como placa eritematosa, eczematoide, úmida ou escamosa, com prurido, frequentemente tratada por anos como dermatite, candidíase ou psoríase inversa antes da biópsia. A maioria dos casos é primária (origem intraepidérmica); uma minoria é secundária a adenocarcinoma subjacente (anorretal, urotelial, ginecológico), o que exige investigação com colonoscopia, cistoscopia e avaliação ginecológica ou urológica conforme o sítio.

O desafio cirúrgico é a extensão subclínica multifocal e descontínua: as margens histológicas ultrapassam as clínicas em proporções elevadas dos casos, e a recidiva após excisão ampla convencional é frequente nas séries publicadas. A Mohs reduz a recidiva, e é geralmente feita como slow Mohs com parafina e imuno-histoquímica para CK7, ou em congelação com CK7 na lâmina, dado que as células de Paget são difíceis de reconhecer com segurança em hematoxilina-eosina de congelação. Biópsias de mapeamento pré-operatório ajudam a delimitar a lesão. A invasão dérmica e o envolvimento de anexos elevam o risco de metástase e devem constar do laudo.

O imiquimode tópico é alternativa não cirúrgica com respostas descritas em DPEM não invasiva, em pacientes não candidatos ou como adjuvante; a radioterapia e a terapia fotodinâmica têm papel em casos selecionados. O seguimento é prolongado, com recidivas tardias.

Carcinoma de Merkel: papel limitado da Mohs

O carcinoma de Merkel é um carcinoma neuroendócrino cutâneo de alta agressividade, associado ao poliomavírus de células de Merkel na maioria dos casos e à radiação ultravioleta nos demais, mais frequente em idosos, imunossuprimidos e em áreas fotoexpostas de cabeça, pescoço e membros. Apresenta-se como nódulo firme, vermelho-violáceo, de crescimento rápido, assintomático. O acrônimo AEIOU (assintomático, expansão rápida, imunossupressão, idade acima de 50 anos, pele exposta ao UV) resume os sinais de alerta.

O tratamento é definido pelo estadiamento e é multidisciplinar. O padrão inclui excisão com margens de 1 a 2 cm quando factível, biópsia de linfonodo sentinela em todos os pacientes clinicamente N0 (a taxa de micrometástase oculta é significativa), radioterapia adjuvante do leito e, conforme o caso, da cadeia linfonodal, e, para doença avançada ou metastática, imunoterapia com inibidores de PD-1/PD-L1 (avelumabe, pembrolizumabe), que substituiu a quimioterapia como primeira linha.

A Mohs tem papel limitado e específico: pode ser usada para o controle da margem periférica em localizações onde a margem ampla não é viável (face, pálpebra), sempre com a ressalva de que a peça de Mohs não substitui a avaliação do linfonodo sentinela e de que a radioterapia adjuvante continua indicada na maioria dos casos. A congelação também tem limitações para reconhecer células de Merkel e êmbolos linfovasculares, e recomenda-se complementação com parafina e imuno-histoquímica (CK20 em padrão paranuclear puntiforme, sinaptofisina, cromogranina; TTF-1 negativo). Em resumo: diante de um Merkel, a prioridade é o estadiamento e a discussão em tumor board, não a técnica cirúrgica isolada.

Fibroxantoma atípico

O fibroxantoma atípico (FXA) é um tumor mesenquimal de células fusiformes e pleomórficas, considerado uma neoplasia de baixo grau que se manifesta como nódulo solitário, eritematoso, frequentemente ulcerado, de crescimento rápido em semanas a meses, em couro cabeludo, orelhas e face de idosos com fotodano intenso. O diagnóstico é de exclusão por imuno-histoquímica: negativo para citoqueratinas, S100, SOX10, desmina e CD34, com positividade inespecífica para CD10, CD68 e vimentina, o que o distingue de carcinoma espinocelular fusocelular, melanoma desmoplásico e leiomiossarcoma.

Por definição, o FXA é confinado à derme, sem necrose extensa, sem invasão linfovascular ou perineural e sem infiltração profunda do subcutâneo. Quando qualquer desses critérios está presente, o diagnóstico passa a ser sarcoma pleomórfico dérmico (antes chamado de fibro-histiocitoma maligno superficial), que tem potencial de recidiva e metástase substancialmente maior. Essa distinção só é possível com avaliação da peça completa, o que reforça a importância da excisão com controle de margens.

Nas séries publicadas, a recidiva após excisão convencional é maior que após Mohs, e a Mohs é a modalidade de escolha pela localização em áreas de conservação de tecido. Para o sarcoma pleomórfico dérmico, a Mohs ou excisão ampla com controle de margens é complementada por avaliação de imagem e discussão de radioterapia adjuvante em casos de alto risco.

Resumo comparativo

TumorMarcador ou achado-chaveComportamentoPapel da MohsTerapias complementares
DFSPCD34+, fator XIIIa−; t(17;22) COL1A1-PDGFBRecidiva local alta, metástase rara (exceto transformação fibrossarcomatosa)Primeira linha (congelação com CD34 ou slow Mohs)Imatinibe (irressecável, metastático, neoadjuvante); radioterapia se margem positiva
Carcinoma anexial microcísticoInvasão perineural, biópsia profunda necessáriaLocalmente destrutivo, metástase excepcionalPrimeira linhaRadioterapia adjuvante ou em não candidatos
Carcinoma sebáceoAdipofilina+, disseminação pagetoide; MSH2/MLH1/MSH6 para Muir-TorreMetástase regional e à distância possívelPrimeira linha com parafina ou IHQ; biópsias de mapeamento conjuntivalInvestigar Muir-Torre; linfonodo sentinela em casos selecionados; co-manejo oculoplástico
Doença de Paget extramamáriaCK7+, células de Paget intraepiteliais, multifocalRecidiva alta; invasão dérmica eleva risco de metástasePrimeira linha (slow Mohs ou CK7 em congelação)Excluir neoplasia subjacente; imiquimode em casos selecionados; seguimento prolongado
Carcinoma de MerkelCK20 paranuclear puntiforme, neuroendócrino; poliomavírusAltamente agressivo, metástase linfonodal frequenteLimitado: controle de margem periférica em sítios selecionados, sem substituir estadiamentoLinfonodo sentinela, radioterapia adjuvante, imunoterapia anti-PD-1/PD-L1
Fibroxantoma atípicoDiagnóstico de exclusão por IHQ; confinado à dermeBaixo grau; sarcoma pleomórfico dérmico se critérios de agressividadePrimeira linhaImagem e radioterapia adjuvante se sarcoma pleomórfico dérmico de alto risco

Quando encaminhar

Qualquer um desses diagnósticos histológicos, confirmado ou suspeito, justifica o encaminhamento para avaliação em serviço de Mohs, de preferência antes de qualquer tentativa de excisão convencional, porque a cirurgia prévia distorce os planos e amplia a área a ser controlada. Situações que merecem atenção específica: placa endurecida ou "queloide" sem trauma prévio em adulto jovem (suspeitar de DFSP e biopsiar com punch profundo ou incisional); nódulo palpebral que simula calázio recorrente ou blefarite unilateral (carcinoma sebáceo, biópsia de espessura total); placa eczematosa genital ou perianal refratária por meses (DPEM, biopsiar); placa endurecida com parestesia no lábio superior ou região periorbitária (CAM, biópsia profunda); nódulo eritematoso de crescimento rápido em couro cabeludo ou orelha de idoso (FXA ou Merkel, excisão ou biópsia com imuno-histoquímica).

Para o carcinoma de Merkel, o encaminhamento inicial deve ser para serviço oncológico com tumor board; a Mohs entra, quando indicada, dentro do plano combinado. Para os demais, o envio do laudo, das lâminas para revisão e das fotos clínicas segue o fluxo descrito em Como encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs. Informações para o paciente sobre esses tumores estão em Tumores raros de pele.

Em relação ao contexto regional, é comum que pacientes do interior do Ceará e de estados vizinhos cheguem a Fortaleza com DFSP e DPEM de longa evolução, já submetidos a uma ou mais excisões incompletas. Nesses casos, a avaliação inclui imagem (ressonância para DFSP volumoso ou recidivado) e planejamento de slow Mohs com reconstrução diferida, com o defeito mantido em curativo entre os tempos.

Perguntas frequentes

DFSP deve ser operado com Mohs em congelação ou em parafina?

Ambas são aceitas. A congelação com imuno-histoquímica para CD34 permite conclusão em um dia; o slow Mohs com parafina oferece morfologia superior para diferenciar tumor de fibrose reativa, sobretudo em recidivas e após cirurgia prévia, ao custo de leitura em 24 a 48 horas por camada e reconstrução diferida. A escolha depende da experiência do serviço e das características do caso.

Excisão ampla com margem de 3 cm não é suficiente para o DFSP?

A margem ampla reduz a recidiva em comparação com margens estreitas, mas a avaliação histológica convencional examina fração mínima da margem e as projeções do DFSP são imprevisíveis. Nas séries publicadas, a Mohs ou a excisão com avaliação completa das margens apresentam recidiva menor e preservam mais tecido. A NCCN indica a avaliação completa das margens como preferência.

Carcinoma de Merkel na face pode ser tratado só com Mohs?

Não. A Mohs pode controlar a margem periférica em localizações onde a margem ampla não é viável, mas não substitui a biópsia de linfonodo sentinela, a radioterapia adjuvante nem a discussão multidisciplinar. O tratamento do Merkel é definido pelo estadiamento e, em doença avançada, por imunoterapia.

Quando pedir imuno-histoquímica para síndrome de Muir-Torre?

Em toda neoplasia sebácea (adenoma, sebaceoma ou carcinoma), especialmente extraocular, em paciente com menos de 60 anos, com múltiplas lesões ou com história pessoal ou familiar de câncer colorretal, endometrial ou urotelial. A perda de expressão de MSH2, MSH6, MLH1 ou PMS2 orienta o encaminhamento para aconselhamento genético e rastreamento.

Serviços de referência para encaminhamento

Ao encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs, verifique se o serviço reúne três condições: cirurgião com formação formal na técnica, laboratório de congelação anexo à sala cirúrgica e leitura das lâminas pelo próprio cirurgião. No Nordeste, essa estrutura se concentra em poucas capitais. Fortaleza conta com cirurgiões formados em centros de referência e recebe encaminhamentos de todo o Ceará e dos estados vizinhos. O conjunto de informações que agiliza a avaliação (laudo, foto, comorbidades e medicações) está descrito em Como encaminhar um paciente para cirurgia de Mohs.

Este portal é independente e não intermedeia encaminhamentos. As indicações seguem os critérios descritos em Sobre o portal Cirurgia de Mohs.

Referências

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